Catarina tem 3 anos e, desde o nascimento, enfrenta uma batalha diária: ela nasceu com paralisia cerebral e vem superando os prognósticos mais pessimistas. Após várias cirurgias e muitos momentos de tensão, hoje já consegue andar e brincar. Boa parte dessa evolução está ligada aos tratamentos intensivos que faz todos os dias - um conjunto de terapias que, somadas, chegam a cerca de três mil euros por mês. Para que Catarina siga avançando e tenha mais qualidade de vida, a família, moradora de Vila das Aves, em Santo Tirso, está buscando doações.
Gravidez e parto de urgência de Catarina
Nos primeiros meses de gestação, nada apontava para qualquer complicação. O primeiro grande alerta veio apenas no ultrassom do terceiro trimestre, quando os médicos notaram que a bebê estava sem líquido amniótico. Diante da gravidade, o parto precisou ser feito às pressas - e, a partir daí, Catarina passou a contrariar tudo o que havia sido estimado pela equipe médica. "Os médicos achavam que a Catarina não ia sobreviver e que, se sobrevivesse, seria um vegetal", conta a mãe, Joana Silva.
Depois do nascimento, Catarina precisou ser reanimada três vezes e ficou internada por mais de 60 dias. "Nessa altura, a Catarina teve muitas infeções, uma pneumonia e tinha muitas convulsões. O intestino dela esteve 20 dias sem funcionar e tiveram que o tirar", relata a mãe, que diz ter vivido aqueles primeiros meses "segundo a segundo".
Cirurgias, limitações previstas e avanços passo a passo
Desde então, a criança já passou por cinco cirurgias. A rotina, desde o início, tem sido de esforço constante para ganhar qualidade de vida e, na medida do possível, alcançar mais autonomia. Aos pais, chegou a ser dito que a filha nunca andaria, não falaria e nem enxergaria. Ainda assim, aos 3 anos, ela vem conquistando etapas aos poucos: já anda e enxerga.
Rotina de reabilitação intensiva e custo mensal
O dia a dia da família gira em torno das terapias de que Catarina precisa: fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala. Diariamente, ela passa três horas e meia no Centro de Reabilitação Intensiva em Neurologia de Braga. No total do mês, as terapias somam três mil euros. "Até aos dois anos, a Catarina fazia as terapias através do Sistema Nacional de Saúde, que dá acesso a meia hora por dia em cada terapia. Mas isso não chega a nada", afirma Joana.
"Já sabe brincar"
Desde que iniciou o acompanhamento em Braga, em setembro, a evolução foi marcante. "A minha filha, quando entrou na clínica de Braga, já andava, mas tinha muito mais desequilíbrio do que agora. Antes de entrar lá, chamava por ela e ela não tinha qualquer reação, nem sequer percebia que se chamava Catarina. Agora, chamamos e ela já olha. Também já consegue brincar, que era outra coisa que não fazia. E era incapaz de pegar num brinquedo e perceber que era para brincar", diz Joana.
Mesmo assim, bancar os custos das terapias tem sido difícil para a família, especialmente diante de apoios públicos limitados. Para Joana, desistir não é uma possibilidade: como mãe, ela quer "o melhor para os filhos".
"Movimento de Esperança" para angariar fundos
A família de Catarina Marinho criou uma página nas redes sociais chamada "MovimentodeEsperança", onde é possível conhecer melhor a história da menina e contribuir com doações. Também dá para doar diretamente para Catarina por meio do Centro de Reabilitação Intensiva em Neurologia de Braga, onde ela faz o acompanhamento, ajudando a custear parte das terapias. Catarina tem um grau de incapacidade de 88%.
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